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Remédio Sem Causa conta como foi produzir novo single com Jair Naves

por Juliana Trevisan

A Remédio Sem Causa lançou no último sábado um novo single. Almoço Nu é uma música importante pra banda, já que tem a participação de Jair Naves e marca uma nova fase.





A gente convidou a banda pra contar um pouco mais sobre essa experiência toda e expectativas para o próximo disco:


Rapadura: De que forma surgiu a ideia de chamar o Jair e como foi todo o processo pra que ele participasse? Como foi dividir isso com uma referência gigantesca como ele?


Igor (RSC): Já compus essa música imaginando a voz dele, mesmo sem tê-lo convidado. Queria que ela lembrasse um pouco Ludovic. Fui com a cara e a coragem convidar o Jair e ele topou sem nem pensar duas vezes. Foi uma experiência incrível, a maior que a banda já vivenciou, porque nós nos sentimos acolhidos, amados e respeitados pelo nosso ídolo. Normalmente as pessoas falam que você não deveria conhecer seus ídolos pessoalmente. Definitivamente não é o caso do Jair Naves. Além disso, ele ainda se preocupou em opinar sobre a própria participação dele e procurou um excelente estúdio pra gravá-la.



Jair Naves e banda aqui em São João del Rei

Rapadura: A banda tem crescido e amadurecido cada vez mais em termos de composição, mas a postura das letras sempre políticas de alguma forma é algo que não muda, só fica melhor desenvolvida com o tempo. Quais são as referências pra composição de Almoço Nu?


Vini (RSC): A referência óbvia seria o livro escrito por William Burroughs, algumas frases fazem alusão direta à frases do livro, mas me inspirei nas técnicas de montagem desenvolvida pelo Burroughs para poder rearranjar essas frases a fim de buscar uma narrativa que se distanciasse do contexto do livro. A própria ideia de montar uma letra narrativa não é algo que foi muito explorado nas minhas composições para a Remédio até hoje, mas nos últimos tempos andei tentando me inspirar em referenciais diferentes ao compor, e especialmente não buscar referências de música punk ao tentar escrever, em Almoço Nu acabei optando por trazer uma narrativa mais próxima das letras de country, em especial dos artista Townes Van Zandt e Marty Robbins que escutei muito no período que a escrevia, mas usado bastante de elipses a fim de manter o espírito da Remédio que consiste em músicas curtas e concisas. Quando essa letra encontrou o instrumental do Igor com referências à bossa acabou que essa música se tornou um ponto bem fora da curva no nosso catálogo até agora.



Foto de William Burroughs



Rapadura: Falando em crescimento, o que a gente pode esperar do disco novo da RSC?


Igor (RSC): Algo completamente fora da nossa zona de conforto. Tem punk, pós-punk, indie, bossa e noise. Porém, foi um processo natural, um passo que a gente sentiu que podia dar sem que perdêssemos nossa identidade.



Show da RSC pro lançamento do single, em BH

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